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A FIV e os benefícios para a pecuária brasileira
Artigo publicado em Abril 10, 2017, 08:10:08

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A forte pressão do consumidor mundial por qualidade, escala e padronização dos produtos de origem animal, somados à própria competição por espaço entre a pecuária, a agricultura e a bioenergia, provocaram um crescimento acelerado das técnicas de reprodução artificial bovina no Brasil.

Quase três décadas após o início das primeiras pesquisas, o país pode comemorar não só o sucesso no desenvolvimento e domínio das técnicas usadas na reprodução animal assistida, mas a conquista de espaço definitivo e destacado nesse mercado.

Líder em produção de diversas culturas e criações da agropecuária mundial, o Brasil é o principal produtor de embriões bovinos pela técnica da Fertilização in vitro (FIV) e exporta para países como Bolívia, Uruguai, Paraguai, Costa Rica, Botswana, Moçambique, República Dominicana e Etiópia. Mercados foram abertos de 2015 para cá.

As técnicas de reprodução assistida são forte aliadas para elevar a produtividade média dos rebanhos, uma vez que permitem aumentar substancialmente a quantidade de nascimentos de bezerros geneticamente superiores, quase que simultaneamente.

A fertilização In Vitro (FIV) é hoje uma das biotécnicas mais utilizadas no melhoramento genético animal no Brasil, pela capacidade de aumentar o número de descendentes de uma vaca em menos tempo. Para se ter uma ideia da potencialidade dela na pecuária global, pode-se estimar que a inseminação artificial (IA) permite a obtenção de um bezerro por ano; a transferência clássica de embriões (TE), um por mês; enquanto a FIV é capaz de produzir um bezerro por semana.

Para especialistas, a FIV representou um avanço significativo em relação às outras biotecnologias. Por isso, não é à toa que é a mais usada no Brasil hoje. Dados de 2015 apontavam o país na liderança mundial na produção de embriões bovinos, com 450 mil dos 600 mil embriões produzidos mundialmente.

Embriões produzidos in vitro são aqueles obtidos fora do organismo materno, em condições laboratoriais. Nesse processo, os oócitos (óvulos) são aspirados antes do tempo, ainda imaturos, e depois, são maturados e fecundados em laboratório. Sete dias depois são transferidos para as vacas receptoras, ou mães de aluguel.

 

Dentro da porteira - Os custos para produção em escala tem se tornado cada dia mais interessante e, quando comparamos custos de protocolo + serviço + prenhez, hoje a FIV apresenta um excelente custo/benefício para o produtor, uma opção que tem ganhado cada dia mais espaço dentro da tomada de decisão dos produtores.

Os índices reprodutivos são a chave para o sucesso da aplicação da técnica. Índices de prenhez variando de 40% até 60% já são realidade na FIV quando transferimos embriões a fresco e isso tem representado números expressivos dentro de rebanhos leiteiros, por exemplo, para diminuir períodos em aberto de animais em produção, especialmente quando analisamos o período quente do ano, onde as taxas reprodutivas das propriedades diminuem consideravelmente.

A FIV é ideal para o pecuarista que buscar aumentar a rentabilidade do negócio, através da evolução genética, com aplicação de novas tecnologias para aumento dos índices reprodutivos. Um dos principais motivos da busca pela FIV passa pela possibilidade de um avanço genético de quase 5 gerações, ou seja, o produtor tem condições de aspirar um animal muito superior e fertilizar com o melhor touro indicado por um especialista para um excelente acasalamento e ganhar com isso, mais de cinco anos de melhoramento e evolução dentro do rebanho.

O Brasil já conta com centrais de transferência de embriões que disponibilizamno mercado o serviço completo de FIV. Alguns deles ainda possuemparceria comercial com laticínios que subsidiam ao produtorde 50% até 75% da prenhez, além de projetos de gado de corte, com cruzamento industrial visando uma carne de melhor qualidade ao mercado.

A forte pressão do consumidor mundial por qualidade, escala e padronização dos produtos de origem animal, somados à própria competição por espaço entre a pecuária, a agricultura e a bioenergia, provocaram um crescimento acelerado das técnicas de reprodução artificial bovina no Brasil.

Quase três décadas após o início das primeiras pesquisas, o país pode comemorar não só o sucesso no desenvolvimento e domínio das técnicas usadas na reprodução animal assistida, mas a conquista de espaço definitivo e destacado nesse mercado.

Líder em produção de diversas culturas e criações da agropecuária mundial, o Brasil é o principal produtor de embriões bovinos pela técnica da Fertilização in vitro (FIV) e exporta para países como Bolívia, Uruguai, Paraguai, Costa Rica, Botswana, Moçambique, República Dominicana e Etiópia. Mercados foram abertos de 2015 para cá.

As técnicas de reprodução assistida são forte aliadas para elevar a produtividade média dos rebanhos, uma vez que permitem aumentar substancialmente a quantidade de nascimentos de bezerros geneticamente superiores, quase que simultaneamente.

A fertilização In Vitro (FIV) é hoje uma das biotécnicas mais utilizadas no melhoramento genético animal no Brasil, pela capacidade de aumentar o número de descendentes de uma vaca em menos tempo. Para se ter uma ideia da potencialidade dela na pecuária global, pode-se estimar que a inseminação artificial (IA) permite a obtenção de um bezerro por ano; a transferência clássica de embriões (TE), um por mês; enquanto a FIV é capaz de produzir um bezerro por semana.

Para especialistas, a FIV representou um avanço significativo em relação às outras biotecnologias. Por isso, não é à toa que é a mais usada no Brasil hoje. Dados de 2015 apontavam o país na liderança mundial na produção de embriões bovinos, com 450 mil dos 600 mil embriões produzidos mundialmente.

Embriões produzidos in vitro são aqueles obtidos fora do organismo materno, em condições laboratoriais. Nesse processo, os oócitos (óvulos) são aspirados antes do tempo, ainda imaturos, e depois, são maturados e fecundados em laboratório. Sete dias depois são transferidos para as vacas receptoras, ou mães de aluguel.

 

Por Rodrigo Fiorani, Gerente Geral do Cenatte.

Formado em Zootecnia pela Universidade Estadual de Londrina/PR (UEL) Fiorani, conta com experiência internacional no fomento de vendas e abertura de mercado externo na América Latina, região em que atuou por quatro anos.

 

 

 

 

 



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