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Mercado de leite reage e vendas de sêmen crescem 20% na Semex Brasil
Artigo publicado em Julho 13, 2017, 10:16:22

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O mercado do leite fechou o primeiro semestre com os maiores preços pagos aos produtores já registrados na série histórica do Cepea e com os custos de produção em baixa. Esse cenário favorável vem permitindo que os pecuaristas elevem os investimentos em genética. No primeiro semestre de 2017, as vendas de doses de sêmen das raças leiteiras nacionais cresceram 20% em comparação ao mesmo período do ano passado na central de inseminação Semex Brasil. Em algumas regiões de forte bacia leiteira, como o Paraná, por exemplo, o aumento ficou acima da média nacional, superando os 30%.

A demanda por sêmen das raças leiteiras nacionais também está bastante aquecida entre os pecuaristas estrangeiros. Uma das mais procuradas é o Girolando, responsável por 80% do leite produzido no Brasil, e tem como diferencial o fato de atingir boa produção leiteira a pasto, mesmo em regiões de temperaturas mais elevadas. “O Brasil tem o mesmo clima de Santa Cruz [Bolívia], a minha região. E vocês estão bem mais avançados em termos de genética e com exemplares muito bonitos. Penso que temos condições para também atingir esse nível, mas precisamos investir em genética, infraestrutura e nutrição dos animais.”, acredita o criador boliviano Emílio Colamarino, que esteve no Brasil para participar da Megaleite 2017, uma das principais exposições leiteiras do calendário nacional, encerrada no dia 1º de julho, em Belo Horizonte/MG. 


Grupo de bolivianos visitaram fazendas parceiras Semex para conhecer os resultados da genética brasileira.

Além da Bolívia, o evento recebeu comitivas de vários países da América Latina, tais como: Costa Rica, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Nicarágua e Panamá. Os estrangeiros visitaram o estande da Semex Brasil, onde conhecerem os novos touros das baterias Nacional e Importada da central. Eles ainda visitaram quatro fazendas da região que selecionam as raças Girolando e Holandês. “Foi uma oportunidade de mostra-los todo o know-how dos pecuaristas brasileiros na seleção bovina. São criatórios que utilizam as mais modernas tecnologias para produzir animais de grande produção leiteira.”, destaca o gerente de Produtos Leite Tropical da Semex Brasil, Christian Milani Resende, que acompanhou os estrangeiros durante as visitas às fazendas clientes da central.

Com a passagem de mais de 300 estrangeiros pela Megaleite 2017 e com a ampliação dos protocolos sanitários entre o Brasil e diversos países nos últimos meses, a expectativa é de que as exportações de sêmen feitas pela Semex Brasil aumentem no período pós-Megaleite. “Tivemos muita procura por parte de criadores da América do Sul, especialmente da Colômbia, Costa Rica e Panamá.”, diz Christian Milani Resende.

Segundo ele, a mesma tendência de crescimento nas vendas de sêmen deve ser registrada no mercado interno. “Tivemos uma grande procura de brasileiros de várias regiões que visitaram a Megaleite e que querem ampliar os investimentos em genética nesse segundo semestre. A nossa expectativa é de manter nos próximos meses o bom desempenho do primeiro semestre.”, finaliza.



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